
Durante uma aula de geografia discutíamos sobre os aspectos humanos da Europa, foi aí que resolvi analisar a pirâmide etária desse grande bloco continental, e por fim, comparei com a pirâmide da África.Cheguei em casa, no mesmo dia, e liguei a TV para assisitr ao noticiário como de costume.Em um jornal apresentado aproximadamente às 13:30 deparei-me com uma reportagem assim chamada: Jovens do Brasil.Tratava-se não de uma única reportagem mas de uma série delas sobre o que pensam, como agem, quais os planos e os interesses dos jovens de nosso país(aos quais me incluo).Assisti à reportagem, depois comecei a comparar os jovens brasileiros com os jovens europeus, voltei à pirâmide etária européia, à africana e pesquisei a brasileira, outra vez, tracei um comparativo.
Encontrei em vários sites, vários dados, várias tabelas e gráficos e cheguei à conclusão de que o Brasil é um país gerador de mão de obra.
Entre as décadas de 1960 e 2000 a média de filhos por mulher na Europa diminuiu de 2,7 para 1,5.Atualmente o governo europeu presta "incentivos" às mulheres para que essas tenham filhos, elas recebem uma certa quantidade em dinheiro do governo para que possam sustentar seus filhos.
Ao analisarmos a pirâmide etária européia notamos que o número de crianças e jovens é bem menor que o número de adultos maiores de 30 anos e idosos.Mas, devemos nos perguntar, por que?Com o passar dos anos, com a chegada da contemporaineidade chegou também uma certa igualdade entre os sexos, mulheres e homens recebem, em média, o mesmo salário para exercer uma determinada função(lembrando que essa tão sonhada igualdade ainda não chegou em todos os cantos do mundo), possuem os mesmos direitos e deveres, os mesmos sonhos, interesses e desejos.O principal desejo de uma mulher moderna é concluir os estudos, arrumar um bom emprego, morar sozinha, conseguir independência financeira; logo, para que isso ocorra com maior chance de sucesso é necessário "deixar os filhos de lado", e, inclusive, ter filhos, passou a não ser um desejo das mulheres modernas.
Mas qual seria a grande intenção dos países europeus em aumentar o crescimento vegetativo?A barra correspondente a adultos e idosos na pirâmide européia é muito larga, o que indica que a população do continente só tende a envelhecer cada vez mais.Se não houverem novas crianças, logo, não haverão mais jovens para trabalharem nos diversos setores da economia, não haverão mais cérebros europeus para investimentos em setores tecnológicos e os países terão que aumentar a sua importação de mão de obra.
E no Brasil, o que acontece?Bom, sabemos que nada deve ser generalizado e que tudo depende do nível de informação e da educação dos jovens, mas, ainda notamos um alto crescimento vegetativo no Brasil, e a nossa barra correspondente à crianças e jovens ainda é muito mais larga que a barra européia.O pior nisso tudo é que hoje vemos jovens brasileiras, entre 15 e 18 anos, gerando crianças, por falta de instrução, falta de informação, falta de conversas com os pais etc.Voltando à reportagem que assisti hoje, uma das entrevistadas alegou que havia parado os estudos por três motivos: preguiça, baladas e namoro.
Um jovem que abandona seus estudos em prol de uma "vida mansa" acaba ficando de fora da população economicamente ativa, fica sem qualificação adequadas ao mercado de trabalho, muitas vezes acaba desempregado ou atuando em subempregos(malabaristas nos semáforos por exemplo).
Sabemos também que a enorme quantidade de jovens brasileiros disponíveis até poderia indicar um fator favorável para o país, mas como a maioria desses jovens, sem níveis básicos de educação e instrução não apresentam qualificação nenhuma para atuarem no mercado de trabalho logo percebemos que esses irão apenas atuar como mão de obra.
É possível notarmos que o alto crescimento vegetativo, em nosso país, é muito desfavorável, pois o governo não atende às demandas para educação, saúde, moradia, alimentação etc, tendo em vista que a imensa maioria dos filhos tidos hoje são filhos de uma população economicamente desfavorecida e que necessitam de serviços públicos para sua sobrevivência.
Um comentário:
O país da mão de obra sim e, além desse sentido proposto, mesmo a parcela da população com cursos superiores (isso não tem nada a ver com crescimento vegetativo, mas com mão de obra) é requerida em outros países, como a própria Europa por ex, por diversos motivos, sendo o principal a boa qualificação dos profissionais com baixo custo pela mão-de-obra (além do já exposto). Por isso o Brasil está entre os maiores "exportadores de engenheiros" por exemplo...
Isso é causado pela falta de empregos e incentivos para que esses profissionais possam atuar em prol da nação. Suas saídas, aliadas a outros fatores, também geram outros problemas como a dependência tecnológica.
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