15 setembro, 2007

Não à reforma da Língua-Portuguesa


Foi aprovada uma reforma gramatical na Língua-Portuguesa, essa coloca um ponto final no trema e em alguns acentos como é o caso das palavras lêem e vôo, dentre outras que passarão a ser escritas sem o circunflexo a partir do início de 2008.Livros escolares começarão a ser adaptados à nova norma da escrita.O que me chama atenção é o fato da língua estar em contante mudança, vejo a língua como arte, a arte de juntar palavras e compor sentimentos, expressões, formas, poesia, canção; a língua é capaz de nos levar a diversos mundos, diversas paisanegs e fantasias e reformas gramaticais são altamente nocivas à beleza da língua.

Sabemos que a comunicação está cada vez mais dinâmica, existem diversos meios de comunicação, diversas formas de transimitir idéias, informações e pensamentos; sim a comunicação está cada vez mais dinâmica, mas para isso precisamos dinamizar nosso principal instrumento comunicativo também?Com tantas atualizações formais da língua, como ela será daqui 100 anos?Já é possível analisarmos a constante banalização da língua ao analisarmos a maneira como as pessoas se acostumaram a escrever na internet, o modo como as pessoas se habituaram a falar, desprezando inclusive as normas gramaticais mais básicas como por exemplo a concordância em gênero, número e grau.

Não me assusta se um dia a língua portuguesa empobrecer, caímos na banalização da língua, no simples uso pela necessidade, deixamos de enxergar a língua como arte, como forma de expressão, deixamos de vê-la como algo belo a ser apreciado e passamos a vê-la como mero instrumento necessário para entendermos uns aos outros simplesmente.

Devíamos parar para fazermos uma análise e vermos o que estamos fazendo com a nossa língua, como essa transformação constante pode prejudicar-nos e inclusive as gerações futuras que não se interessarão em conhecer o nosso belo português atual e o chamarão de arcaico.

Um dia dia perceberemos a arte por trás do mero instrumento comunicativo e quem sabe neste dia pararemos de querer atualizá-lo à necessidade de "dinamização", de "acompanhamento da agilidade do mundo".